A Oitava Era – A Áugure

“Rumores da terra. Segmentos ponderosos tingidos de sangue negro. Amor de mãe que mata.”

A terra de Tayğatar sempre albergou grandes mistérios, uma ilha-nação de gentes refractárias que se crêem abençoadas pelas Entidades em tempos idos; uma nação sem deuses, ímpia, que idolatra a Essência como se de uma magocracia se tratasse, mas na qual o uso da Palavra como ferramenta é sumariamente proibido […] À semelhança de Tanarch, é regida, não por um monarca, mas por um conselho, conselho esse que atenta às palavras do único cargo hereditário com verdadeiro poder em Tayğatar: o Áugure. Segundo o que me foi dado a entender e pude apurar, este Áugure – descendente do eleito que terá confraternizado com as Entidades quando estas terão recolhido naquela que viria a ser Tayğatar – “ouve” a Essência, que lhe sussurrará o presente e o porvir, e as suas palavras têm no conselho da ilha o peso de um édito real. No entanto, Áugure algum alguma vez foi visto fora da ilha, nem tão-pouco contactou com dignitários de outras nações, o que em muito dificultaria e mui moroso tornaria o acertar de qualquer tipo de tratado…

Natanigo Palicoldo
Tayğatar e Suas Vicissitudes,
na Premissa de um Possível Tratado com Sandona

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Geek do Olimpo

Este sábado, dia 14, estarei na Fnac do Almada Forum para a gravação do podcast Geek do Olimpo. Apareçam, até porque, segundo consta, haverá prémios para membros participantes do público.

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Festival Contacto

Este sábado, dia 7, estarei no Festival Contacto no Palácio Baldaya, em Benfica, às 16h00. A sessão servirá como apresentação/lançamento post factum do Dragomante. Espero ver-vos por lá.

 

 

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A Oitava Era – Quenestil

“Não sei se já não o sinto… ou se, simplesmente, já não o consigo sentir.”

Há entre os eahan quem defenda que a própria Mãe está irada com Allaryia. Que as intempéries inoportunas que nos assolam a isso se deve, e que por isso a terra treme como um punho crispado com raiva reprimida. Há muito que as nações humanas pouco caso dela faziam, salvo em certas tradições agrícolas que perduram desde tempos remotos, mas, com o silêncio dos deuses, a Mãe voltou a ganhar uma certa predominância em algumas comunidades. Mas ela não responde a preces, se é que as ouve, e muitos dizem que pouco mais há que fazer além de aguentar a tempestade e esperar pela bonança.
Resta apenas saber se a emoção com que nos assola é a de uma mãe-ursa que protege a prole, a de uma andorinha que perdeu o seu par, ou a de uma mulher rejeitada…

– Considerações de Ŕiaris, antigo cónego de Gorfanna de Dois Ramais

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Sopesar

Sopesar

Tomar com a mão o peso a; Tomar na mão e tentear o objecto que se quer arremessar.

Vejam bem o quão grande e específica a definição é, e como esta palavra a abarca em três sílabas. A linguagem foi feita para isto mesmo. Agora, se alguém se sentir ameaçado ao ver-vos com um objecto arremessável na mão, podem dizer-lhe que estão só a “sopesar” e atingi-lo à traição quando ele fingir que percebeu e vos virar as costas.

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