A Oitava Era – Nishekan

“Agora sei o que o meu senhor queria. Pela minha mão, será feita a Sua vontade…”

Venham, sombras obscuras, trevas da noite, o terror da razão. Venha o jugo, o bragal, o ferro que trespassa o coração; essência do próprio medo, crueldade sem redenção.

– Ladainha ouvida nos cantos mais obscuros de Allaryia

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A Oitava Era – Worick

“Se me arrependo do dia em que nos cruzámos contigo e o mago? O que é que achas…?

Temam, porque o chão sob os vossos pés não mais é seguro. Tremam, porque os alicerces das vossas cidades que sobre nós pesam irão ruir. Chorem, porque o pesar oprimido da Noite Ínfera não mais se ocultará. A riqueza que extraíram das entranhas da terra será o vosso bragal. A fertilidade do solo que vos alimenta, a vossa maleita. Escorraçaram-nos para as cavernas eras atrás, mas tornámo-nos fortes como a pedra e não tememos as trevas que vos aterrorizam. E o vosso terror irá agora verdadeiramente começar.

Nota encontrada na boca da cabeça decapitada de Haġe Gryspod, vate de Taimyria

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A Oitava Era – Kyrina

“Sinto-a germinar. Não como algo que vá desabrochar, mas crescer como vinhas e sufocar-me.”

O impensável aconteceu. A sensibilidade e capacidade de manipular Essência, essa eterna dádiva dos Primogénitos que sempre se furtou a eahan, thuragar e quejandos, não mais é única aos humanos. São já demasiados os relatos em Nolwyn e regiões adjacentes – por pouco fidedignos que alguns soem – para que se continue a negar que a pura Essência que a Brecha ressumbra não teve qualquer efeito nos demais habitantes de Allaryia. Pois foi certamente isso o que aconteceu, e há que aceitar o quanto antes que o equilíbrio do poder pode estar comprometido…

Manifesto encontrado em Promontório de Durlan
Desconhecido

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Prémio Adamastor

Dragomante ganhou o Prémio Adamastor para Ficção Fantástica em Banda Desenhada na edição de 2018 do Fórum Fantástico, conforme votado pelo público. Muito obrigado aos leitores e interessados pelo reconhecimento, e obrigado à organização pela criação de uma categoria de galardão que, de há uns anos para cá, provavelmente teria sido impensável.

O Dragomante vai somando e seguindo, e tanto eu como o Manuel já nos comprometemos a tratar da sequela. Nós os dois temos outros projectos na calha, de banda desenhada e não só, mas é algo que ambos queremos sem dúvida fazer, por isso fica aqui a promessa.

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A Oitava Era – Kror

“A culpa disto tudo é dele… e o maldito vai pagar.”

Durante eras, foram raras as ocasiões em que os habitantes do Pilar invadiram Allaryia, sempre a espaços, em números bastante reduzidos e, salvo mais raros ainda eventos, sempre por pouco tempo. Na regularidade milenar do Pilar, foram poucas as anomalias que permitiram que azigoth, divaroth ou uman se aventurassem por Allaryia em busca de peticionários carnais […] mas, desde a Brecha, tudo mudou. Pura Essência do Pilar mana livremente por Allaryia, revigorando os azigoth que percolam como vurmo infecto pelas ruínas da outrora grandiosa Ul-Thoryn […] revoadas de azigoth, um verdadeiro enxame virulento sintomático do misterioso desequilíbrio que grassa pelo Pilar, onde pela primeira vez se nota um desequilíbrio na eterna guerra entre os azigoth, os divaroth e os uman nos segmentos…

Exemerne, mago de Neveria
Tratado sobre a Brecha

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